Passo metade do meu dia te odiando e a outra metade passo amando os seus detalhes, pra vida toda.

— M.A

(1:22pm)

(3:01pm)
Ela tinha um ar peculiar e não era pelos cabelos longos de cor indefinida ou pelo cheiro suave de um perfume natural que saia da própria pele, a sua peculiaridade saia de dentro para fora.Tinha o olhar seguro, os passos firmes e uma racionalidade que não a permitia aprender a se quer amar, não digo que ela nunca tenha se apaixonado antes, mas era como uma bailarina dentro da caixinha de música quebrada, desaprendera a dançar e ficava estática deixando a música tocar sozinha. A vontade de dançar era tão grande, mas não conseguia, e por mais racional que fosse, havia esperanças de que alguém cuidadosamente consertasse a caixinha velha. Vez em quando, algum rapaz bonzinho tentava a consertar, doava o tal do amor, mas não o recebia de volta, não porque a garota não amava, ela apenas não sabia amar, tinha medo de ser inteira e não falava “eu te amo”, respondia com um “também”. Até que um dia, apareceu um rapaz, aparentemente quase igual à ela e dizem que se multiplicados dois sinais negativos tem-se um positivo e não é que deu certo? Os dois juntaram o sinal positivo com o tal do amor e a menina aprendeu a amar, tirou a armadura, tampou os ouvidos pro resto do mundo, fez planos, sentiu vontade de ser mãe.A rainha do gelo do pedestal, inalcançável e profundamente gélida, derreteu-se, abriu as portas e as janelas pro amor e ele não quis mais ir embora.
(6:40pm)
Sentia-se pequenina, só, perdida dentro do cobertor, aquele tremor que não era frio nem medo: uma tristeza fininha como as agulhas cravadas na perna dormente, vontade de encostar a cabeça no ombro de alguém que contasse baixinho uma história qualquer.

— (Caio Fernando Abreu)

(2:29pm)
Achei curioso, dia desses antes de fechar os olhos pra dormir, eu fiquei pensando no seu sorriso de menino arteiro e na sua mania de piscar os olhinhos quando me abraça… e menino, me deu um calafrio que subiu a altura do pescoço e alojou na garganta, acho que é medo do que vai acontecer depois que eu te amar demais, que eu ficar feliz demais e escrever demais. Mas pensando bem, você é tão diferente dos outros, e o que eu sinto por você é tão novo, tão doce e leve, que eu me pego flutuando e quando eu assusto já tô começando a achar que dessa vez vai ser diferente.Sabe, menino… nunca tinha sido tão gostoso dormir e acordar pensando em alguém. E a boa notícia de tudo isso é que eu desencanei… nem quero saber o que é amor, tô achando que conheci algo melhor ainda.

— Mentiras de Abril

(5:48pm)
Moço, pára de me olhar com essa cara de: “Não vai embora não, fica mais 10 minutinhos, por favor”, que eu tenho vontade de encostar a cabeça no seu peito, beijar cada pedaçinho da sua boca e ficar pra sempre. Pára de tentar mover o mundo pra curar minhas dores e vê se pára também com essa sua mania chata de ficar cuidando de mim e dando “beijinho pra sarar”, por que olha, moço… eu tô ficando mal acostumada, já tá virando compulsão… e quando você for embora ein? Quem é que vai usar aquelas meias rasgadas ou vai escolher o nome dos nossos filhos? Quem é que vai usar aquela calça jeans branca e vai ficar igual um homem, e por ficar tanto tempo ao lado de um homem… eu vou me sentir tão mulher, tão feliz e tão amada, que eu te juro moço, eu vou até fazer um pacto com Deus, pra que você nunca desista de mim, em hipótese e de forma alguma.

— Mentiras de Abril

(12:48am)
distorcido:

“Se você tivesse chegado antes, eu não teria notado. Se  demorasse um pouco mais, eu não teria esperado. Você anda acertando  muita coisa, mesmo sem perceber. Você tem me ganhado nos detalhes e  aposto que nem desconfia. Mas já que você chegou no momento certo, vou  te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não  haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta,  porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem  chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu  pulo, se você me der a mão.” Caio Fernando Abreu

distorcido:

Se você tivesse chegado antes, eu não teria notado. Se demorasse um pouco mais, eu não teria esperado. Você anda acertando muita coisa, mesmo sem perceber. Você tem me ganhado nos detalhes e aposto que nem desconfia. Mas já que você chegou no momento certo, vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão.” Caio Fernando Abreu

(7:56pm)
Companhia à solidão, adaptei-me. Acostumei com o nada e minhas esperanças são limitadas ao findável. Tenho essa mania louca de boicotar o que me faz feliz, pela certeza de que tudo que é completamente bom chega ao fim. É mais ou menos como aquelas histórias das borboletas azuis que além de raras vivem apenas 24 horas. Morrer não dói, mas a falta daquilo que se foi, mata.
(4:13pm)
Tô tão feliz, tão leve… Vou deixar pra ficar triste outra hora. Agora, não!

— Caio F. Abreu  (via que-seja-leve)

(3:37pm)
Ouvira falar que para todo início havia um fim, o que não soubera era que para todo o fim existia um recomeço. Desfizera do jardim velho e de todas as flores murchas que ficaram por muito tempo sem água. Estava visitando um novo jardim, cheio de rosas azuis e tulipas amarelas. Estufou o peito de coragem, sentiu-se leve… leve como um beija-flor que acabara de ganhar as asas e tinha sede de desfrutar da beleza das flores. O novo jardim tinha perfume suave, tranquilizava e ao mesmo tempo protegia o pássaro e as suas asinhas frágeis, era onde ele desgarrava do colo da mãe e sem medo, se embebedava do néctar das flores. Beija-flor, beija-me mais uma vez ou então permaneça neste jardim por muito tempo ou por toda a eternidade.
(3:07pm)
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